Codaque Bleque


Segunda-feira , 29 de Junho de 2009


 

 

ESTÁS AQUI PARA SER FELIZ????? CHEFCHAUEN - MARRUECOS

Em 29 de junho de 2009

 

 

Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 09h03 PM
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Segunda-feira , 22 de Dezembro de 2008


 

Este é o trigésimo primeiro número dos Cadernos Negros, um periódico literário que, desde 1978, publica poemas e contos afro-brasileiros.
A cada final de ano, esta tradição se atualiza: um novo número, outra capa, outros autores e autoras, outra ordem, algumas faltas e até saudades.... um novo lançamento e o amadurecimento crescente de uma escrita que revela o esforço coletivo de participar da construção de uma literatura brasileira que rompe com o elitismo eurocêntrico.
Considerada marginal por uns, menosprezada por outros, valorizada por outros tantos a produção dos Cadernos traz para o interior da literatura brasileira a cara, a cor, as tradições, as dicções de participantes da "comunidade imaginada" Brasil que desejam expor de modo criativo seus sentimentos, questões, desejos, faltas, sonhos e inquietações. Para o leitor e a leitora afro-brasileiro/a é uma oportunidade de criar um ponto de identificação com escritores/as e personagens, de ver representadas nos textos literários histórias, estórias e emoções que se parecem com as suas.
Esta experiência de escrita consiste também em um estímulo para que jovens negros/as das escolas públicas e não somente, das periferias e não só, entrem em contato com quem "ao som decanta de Marimba augusta" pois sabe que "esta lira conspira/com os segredos do berimbau" como sugerem os poetas negros Gama e Cuti.

Florentina da Silva Souza
Professora Adjunta do
Instituto de Letras UFBA,
Vice-diretora do CEAO-UFBA

Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 11h51 PM
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Domingo , 31 de Agosto de 2008


 

 

BATEIA

 

Um sol peneirado,

Vento abre o portão:

Cresce o jardim.

Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 05h46 PM
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Dilúvio

Chuva cai

Poça d’água circunda a roseira:

Mundo ilhado.

 

Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 05h16 PM
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Quinta-feira , 26 de Junho de 2008


  

 

 

ZEFERINA

 

A primeira vez que a vi

Lavava-se ela

Da poeira e sangue nas pernas

Na Fonte do Xixi.

Portava uma lazarina.

 

Da segunda vez,

A Filha de Olorum

Rainha Zeferina,

Já menina reinava.

Seu sorriso de colar,

Contas para Oxalá.

 

Seu séquito, súditos benfeitores.

 

Da terça vez

A guerreira Zeferina estava no poste

Na entrada-saída da cidade.

Por um olhar sentinela foi fotografada

E seu brilho virou cartão postal

Na livraria do aeroporto.

 

- Vidas à Rainha Zeferina! Vidas!

 

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Publicado em Cadernos Negros 31

Quilombhoje, São Paulo, 2008

 

 

 

 

Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 02h52 PM
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Domingo , 25 de Novembro de 2007


Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 12h50 AM
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Quarta-feira , 24 de Outubro de 2007


 

Aqui está um desenho de 1950 de Mario Cravo, meu pai:

Olorum criando
os orixás!
 
E-mail de Mário Cravo Neto

Em 17 Janeiro de 2007

Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 05h01 PM
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Sábado , 20 de Outubro de 2007


Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 10h30 PM
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Quinta-feira , 11 de Outubro de 2007


 

 A capa da edição do volume n° 5 de Cadernos Negros de 1982.

No bojo tantas palavras como, no prefácio, as de Lélia Gonzalez.

Nós mudamos, e à eles...que nos olham, que nos tratam.

O pós-conceito é positivo depois destes trinta anos?

 

 

Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 05h14 PM
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Quinta-feira , 04 de Outubro de 2007


 

QUARTINHAS DE ARUÁ, CASA DE ANGOLA

Na lua cheia de 29 DE Agosto de 2007

 

COLA

 

Sendo preto

O lápis,

Todas as letras que saem dele

Formam palavras negras.

Marque todas as acima

na prova do vestibular.

 

 

Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 10h44 PM
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Terça-feira , 14 de Agosto de 2007


 

"L’homme doit arracher le monde des mains de la nature,
afin d’en construire un nouveau dont il soit le maître"
 
Kasimir Malevitch
 

 "El hombre debe arrancar el mundo de las manos de la naturaleza,

con el fin de construir un nuevo de los cuales sea el amo"

 

Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 07h06 PM
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Domingo , 27 de Maio de 2007


 

EBULIÇÃO DA ESCRAVATURA


A área de serviço é senzala moderna,
Tem  preta eclética, que sabe ler “start” ;
“Playground”  era o terreiro a varrer.

Navio negreiro  assemelha-se ao ônibus cheio,
Pelo  cheiro vai   assim  até o fim-de-linha;
Não entra  no novo quilombo da favela.

Capitão-do-mato virou cabo da polícia,
Seu cavalo tem giroflex ( rádio-patrulha).
“Os ferros”, inoxidáveis algemas;

Ração pode ser o salário-mínimo,
Alforria só com a aposentadoria.
(Lei dos sexagenários)

“Sinhô” hoje é empresário,
 A casa-grande  verticalizou-se,
O pilão está computadorizado.

Na última página são “flagrados” ( foto  digital),
Em cuecas, segurando  a bolsa e a automática:
Matinal pelourinho.

A princesa  Áurea canta,
Pastoreia suas flores.
O rei faz viaduto com seu codinome.

- Quantos negros? Quanto furor?
Tantos tambores...tantas cores...
O quê comparar com cada  batida no tambor? 

                   *****
“- A escravatura não foi abolida; 
foi distribuída entre os pobres.”

Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 05h43 PM
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Sábado , 19 de Maio de 2007


Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 10h53 AM
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Soldado no Posto

SO Dol

Mv Bill

A minha condição é distinta

Estou de serviço ao lado do aeroporto não posso ir pro axé
Não posso jogar capoeira na pista
Na vida que eu levo eu não posso brincar
Eu carrego uma nove e uma HK


Pra minha segurança e tranqüilidade do posto
Se pa se pam eu sou só mais um soldado novo
Vinte e quatro horas de plantão
Ligado no sargento bolado com os capitão
Disposição cem por cento até o osso
Ainda tenho um patapata lotado no meu bolso
Qualquer farda agora eu sei engomar
Tem um monte de piriguete querendo me fotografar

Todo mundo entra aqui encontra  abrigo
Apresento armas fico em sentido.
Meu sucesso mantendo o olho aberto
Pra vestir o camuflado tem que ser esperto
Essa guarda eu protejo até o fim
Nesse momento minha coroa ta ligando pra mim
É assim demorou desligou já é
Se eu estava na hora não posso arredar  

Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 10h51 AM
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De manhã consegui me cortar  no espelho
Todo combatente  tem sangue vermelho
Pra mina de fé dei o retrato melhor
Colete à prova de bala, prova de amor maior
Varias vezes me sinti mais homem
Vestindo a farda estampado meu nome
Na avenida sete eu fui desfilar

A corneta tocou é hora de perfilar
Dar a ordem unida e preparar a missão
Imobilidade e imobilização.
Seria diferente se eu fosse franzino
Que não aguenta arma, desmaia, caindo
Pensando ser piloto nem pensei em faculdade
Não, não é essa minha realidade
Raspei o cabelo por causa de mal olho
Na fila do rancho salada de repolho


Avô para o pai – Tem que ter cara de mal
O pai para o filho – Sou um policial
Eu tenho uma nove e uma HK
Eu estou no posto sou soldado da PA(2x)

Escrito por Luís Carlos de Oliveira às 10h51 AM
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